O Bolsa Família terá mudanças nos valores pagos às famílias a partir de outubro de 2026. O Governo Federal anunciou um reajuste de 15,04%, fazendo com que o valor mínimo do benefício passe de R$ 600 para R$ 691.
Mas quem pode receber o Bolsa Família? Quando o novo valor começa a ser pago? E quem ainda não recebe pode entrar no programa? Vamos explicar tudo de forma simples.

O que mudou no Bolsa Família?
A principal mudança está no valor dos benefícios. A atualização foi anunciada pelo Governo Federal em setembro e será aplicada na folha de pagamento de outubro.
A partir de outubro, o valor mínimo garantido por família será de R$ 691. Isso não significa que todas as famílias vão receber exatamente esse valor. O pagamento depende da quantidade de pessoas da família e da composição familiar.
O valor pago por pessoa também será atualizado. O Benefício de Renda de Cidadania, que hoje é de R$ 142 por integrante, passará para R$ 164.
Para famílias com crianças pequenas, o adicional por criança de até 7 anos incompletos passará de R$ 150 para R$ 173. Já o benefício destinado a gestantes, mães que amamentam e crianças e adolescentes de 7 a 18 anos incompletos passará de R$ 50 para R$ 58 por pessoa.
Quem tem direito ao Bolsa Família?
Para entrar no programa, a família precisa estar inscrita no Cadastro Único, conhecido como CadÚnico, e ter renda mensal de até R$ 218 por pessoa.
Para entender esse valor, é preciso somar toda a renda da família e dividir pelo número de pessoas que moram na casa.
Por exemplo: se uma família de quatro pessoas tem uma renda total de R$ 800 por mês, basta dividir R$ 800 por quatro. A renda por pessoa será de R$ 200. Nesse caso, a família está dentro do limite de renda usado para a entrada no Bolsa Família.
Ter carteira assinada não impede automaticamente uma pessoa de receber o benefício. O que será analisado é a renda da família e as demais regras do programa.
Também é necessário manter o CadÚnico atualizado e cumprir alguns compromissos relacionados à saúde e à educação, como acompanhamento de crianças, vacinação e pré-natal para gestantes, quando for o caso.
É importante lembrar que estar inscrito no CadÚnico não significa que o Bolsa Família será aprovado automaticamente. O Governo Federal faz uma análise e considera também a disponibilidade de recursos do programa.
Quando começa o novo Bolsa Família?
Os novos valores começam a valer na folha de pagamento de outubro de 2026.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, os pagamentos com os valores atualizados estarão disponíveis a partir de 19 de outubro, seguindo o calendário de pagamento de acordo com o último número do NIS.
Ou seja, quem já recebe o Bolsa Família não precisa fazer um novo cadastro apenas por causa do reajuste. O valor será atualizado de acordo com as regras do programa e a situação de cada família.
Quem ainda não recebe, mas acredita que se enquadra nas regras, deve procurar o atendimento do Cadastro Único ou o CRAS do município para verificar a situação e fazer ou atualizar o cadastro.
Também é importante ficar atento às informações do CadÚnico. Mudanças na renda, endereço, número de pessoas da família, nascimento ou outros acontecimentos devem ser informados para que os dados continuem corretos.
E se a renda da família aumentar?
Muita gente tem dúvida se perde o Bolsa Família imediatamente ao conseguir um emprego ou aumentar a renda.
Existe uma chamada Regra de Proteção. Em determinadas situações, a família que aumenta a renda pode continuar recebendo parte do benefício por um período, desde que fique dentro dos limites estabelecidos pelo programa. Atualmente, para as famílias que entram nessa regra, a renda por pessoa não pode passar de R$ 706.
Por isso, conseguir um emprego não significa necessariamente perder o benefício imediatamente. Cada caso é analisado de acordo com a renda e as regras aplicáveis à família.
O mais importante é manter as informações atualizadas e procurar o atendimento do CadÚnico sempre que houver alguma mudança na situação da família.
